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Entenda como uma infecção urinária, que vitimou a atriz Rogéria, pode levar à morte…

O problema parece simples, mas pode tomar grandes proporções, trata-se da infecção urinária. Um desconforto que atinge cerca de 30% das mulheres, que sofrem sintomas leves provenientes de uma cistite e que, pode desencadear uma infecção mais grave, ao atingir os rins.

Situação que vitimou a atriz Rogéria Barroso, 74 anos, que faleceu na noite desta segunda-feira (04), com uma infecção generalizada. Rogéria se internou no Hospital Unimed Barra, na Zona Oeste do Rio, com um caso de infecção urinária, mas teve uma complicação após uma crise convulsiva.

A atriz estava internada na unidade desde o dia 8 de agosto mas, no decorrer deste período, apresentou sinais de melhora e recebeu alta no dia 25 do mesmo mês. Contudo, a atriz sentiu-se mal e teve que ser internada na UTI, onde permaneceu por mais alguns dias.

O problema dos rins se agravou muito, ela precisava operar, mas não podia, por conta de uma taquicardia, e acabou virando uma infecção generalizada, contou a amiga da atriz, Jani Di Castro, ao site Extra.

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O quadro de saúde da atriz foi se agravando em decorrência da infecção e de acordo com informações do Hospital Unimed-Rio, a causa da morte de Rogéria foi um choque séptico.

Entenda como uma infecção urinária, que vitimou a atriz Rogéria, pode levar à morte
A artista já estava internada há um mês no Hospital da Unimed-Rio

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Em decorrência da gravidade da situação, é fundamental manter-se atento aos sintomas e procurar um tratamento médico, antes que o problema tome proporções mais graves. A infecção urinária é causada por bactérias que vivem entre a vagina e o ânus. Quando as bactérias ocupam esta região ou ficam concentrados na bexiga, surge a cistite, um problema que não é relativamente grave assim como a infecção urinária. A complicação acontece quando essas bactérias migram para a bexiga, podendo até chegar aos rins. Neste caso, provavelmente surge um processo mais avançado, chamado de pielonefrite. Nesse estágio é comum vir acompanhada por febre alta (acima de 37.8°), calafrios e dor na região lombar.

No entanto, para evitar complicações sérias, basta começar o tratamento o mais cedo possível. Caso contrário, há risco da infecção avançar pelo organismo, podendo até matar.

Principais sintomas

– Ardência ao urinar

– Urgência miccional, ou seja, a mulher vai várias vezes ao banheiro urinar,

– Urina avermelhada (com sangue) e dores no ‘pé da barriga’.

* A pielonefrite vem acompanhada ainda de calafrios e apatia, cansaço e prostração.

Cistite de repetição

Algumas mulheres sofrem com a repetição constante dos sintomas de infecção urinária e podem ser diagnosticadas com os sintomas por até quatro vezes no período de um ano. Neste caso, as mulheres tem uma predisposição, um fator de risco que leva ela a ter a infecção com mais frequência. Quando isto ocorre, a paciente será submetida a uma medida preventiva, ao consumir uma medicação diária, de acordo com o tratamento médico.

Fatores que podem contribuir com a infecção urinária

Anatomia feminina – Quando a uretra da mulher é curta, favorece que as bactérias cheguem à bexiga.

Menopausa – Nesse período, a mulher está com predisposição à infecção urinaria.

Relações sexuais – o ato sexual também é considerado um fator de risco.

Genética – pode ocorrer um histórico materno de mãe para filha.

Uso de fraldas – pessoas idosas com incontinência urinária têm uma maior predisposição ao problema.

Tratamento médico

Para realizar o diagnóstico é preciso saber qual é a bactéria responsável pela infecção urinária. Por isso, é importante que quem sofre com essa complicação busque assistência médica e evite a automedicação.

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