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Pediatra segura bebê e chora. Então, quebra protocolos e faz o que a mãe se recusou a fazer por ele

Há uma frase da famosa escritora e romancista britânica, Agatha Christie, na qual ela diz que: “O amor de mãe por seu filho é diferente de qualquer outra coisa no mundo. Ele não obedece lei ou piedade, ele ousa todas as coisas e extermina sem remorso tudo o que ficar em seu caminho”. E nem sempre é de uma mãe biológica que este amor se manifesta.

Em um gesto marcado pelo amor, a pediatra Alice Almeida Morais, que atua em Goiânia, adotou um bebê que foi abandonado por sua mãe biológica por ter nascido com microcefalia – a mãe estava com Zika. Em entrevista à TV Anhanguera, emissora filiada à Rede Globo, a médica revelou que apesar da experiência que tem na profissão, ela é capaz de se colocar no lugar e sentir a angústia de outras mães.

“A gente sempre tem o medo, aquela ansiedade, preocupação de saber como ele vai se desenvolver, como vai ser. Somos mães escolhidas por Deus e ele escolhe a gente para ser mãe de anjo”, comentou a pediatra, emocionada.

A pediatra Alice Almeida Morais se emociona ao falar de seu bebê adotivo – Foto: TV Anhanguera / Reprodução

Ao lado do filho acolhido, a mãe frequenta o Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), que presta cuidados a 70 crianças portadoras da doença. A unidade é um local que busca promover atividades que ajudem os bebês atendidos – entre 8 dias a 1 ano e nove meses – a se desenvolverem.

“O grupo de estimulação precoce é composto de quatro profissionais: fisioterapeuta, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional e a psicóloga. Esses quatro profissionais dão temas relacionados a suas áreas”, explicou à TV Anhanguera a fisioterapeuta Mônica Isabella Chagas Moreira.

A fisioterapeuta Mônica Moreira – Foto: TV Anhanguera / Reprodução

E além da atuação no desenvolvimento das crianças, os profissionais do local também buscam auxiliar as mães com eventuais dúvidas que as mães têm. Mônica conta que quando a criança é portadora de microcefalia, fatores que são normalmente ignorados por mães de crianças que não possuem a doença são levados em consideração.

“Se você perguntar para uma mãe qual a fase que ele rolou, quantos meses ele tinha, como ele fez para rolar, as mães vão falar ‘não sei’, porque é automático. Mães de bebês com microcefalia, que têm essas alterações no desenvolvimento, prestam atenção porque elas querem que aconteça isso. É preciso que elas estimulem as crianças.”, disse a médica.

Infelizmente, não são raros os casos de crianças com microcefalia que são rejeitadas pelos seus pais. E da mesma forma, a adoção delas é um processo difícil, pois a doença pesa muito na escolha de quem deseja adotar.

Alice deu uma linda demonstração de amor, compaixão e carinho.


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